O Cristo crucificado

O Cristo crucificado

Madson 

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. 1 Co 1.18-25

O contexto em que Paulo prega aos corintios é interessante. A Igreja de Corinto era abençoada, não faltava nenhum dom (v.7). Paulo dava graça a Deus pelos corintios, tanto pela enriquecimento na palavra quanto no conhecimento (v.4-6), de tal forma que o testemunho de Cristo era evidente entre eles (v.6).

O problema da divisão. Uns de Paulo, outros de Cefas e outros de Apolo, e outros ainda de Cristo. Cristo reduzido, e o próprio Paulo menciona que fora enviado para pregar o evangelho (v. 10-13,17).

Paulo expõe aquilo que era o cerne do seu evangelho. Não prega com palavras de sabedoria, mas a cruz de Cristo, a demonstração do poder de Deus. (Gl 6.14)

Olhamos para a mensagem de Deus, escrita por Paulo, falando acerca de Cristo. Se fosse em nossos dias, que tipo de punição ele sofreria? Ouviríamos algum encarcerado, algum criminoso. Daríamos ouvidos a alguém assim?

A cruz ainda é loucura. Ninguém gosta de cruz. Nos tempos antigos a cruz era destinada aos piores criminosos. Ravenhill disse a respeito da cruz: “Não devemos pregar sobre a cruz, ninguém gosta disso. Se pregarmos aos jovens sobre a cruz, isso irá desencoraja-los”.

A cruz é uma afronta. O Cristo crucificado é um ser frágil. Ninguém é atraído, a não ser pela intervenção direta do Espírito Santo para Cristo. O Espírito Santo torna Cristo irresistível.

O evangelho novo, como diz J.I. Packer é um evangelho centrado no homem, em suas necessidades. Segundo ele este

não leva os homens a terem pensamentos centrados em Deus, temendo-o em seus corações, mesmo porque, primariamente, não é isso que o novo evangelho procura fazer. Uma das maneiras de declararmos a diferença entre o novo e o antigo evangelho é afirmar que o novo preocupa-se por demais em “ajudar” o homem – criando nele paz, consolo, felicidade e satistação – e pouco demais em glorificar a Deus. O antigo evangelho também prestava ‘ajuda’ – mais do que o novo, na realidade. Mas fazia-o apenas incidentalmente – visto que sua preocupação primária sempre foi a de glorificar a Deus […] Enquanto que o alvo principal do antigo era ensinar os homens a adorarem a Deus, a preocupação do novo parece limitar-se a fazer os homens sentirem-se melhor (PACKER, p. 5-7).

Um evangelho de cruz, do Cristo crucificado expõe dor, apresenta sofrimento, vergonha e humilhação. “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo?” Quem responderia à um convite ao sofrimento?

Portanto, Paulo inicia com certamente, com a afirmação de que a palavra da cruz é poder de Deus para salvação (v.18; Rm 1.16). Aos que se perdem, incapazes de entender o poder de Deus para salvação.

Onde está o sábio?[…](v.20) O apóstolo faz referências à várias categorias, expressando principalmente que o entendimento da graça de salvação, do Cristo crucificado, não se enquadra em nenhum sistema humano. Loucura da pregação (v. 21) Os “sábios” do mundo, assim como tantas outras categorias, reputam o sacrifício de Cristo, a mensagem da cruz, a encarnação e a crucificação de Cristo como loucura. É essa “loucura” que nos salva.

Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos […](v. 22-23). Os judeus pediam sinais, mas rejeitavam a principal obra de Deus: a salvação por intermédio de Cristo. (nota Rm 9.31-33 – fazendo referencia à Isaías, 8.14, 28.16). Já os filósofos procuravam novidades para debate, no entanto, o Evangelho não se enquadra em nenhum sistema racional. Para ambos a palavra da cruz responde: com poder para os escandalizados e sabedoria para os que a definem como loucura.

Cruz-shutterstock_70215502

Esse é o Evangelho de Deus: Cristo crucificado. Não há barganhas ou tratamento inadequado diante de Jesus.

Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: ‘Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus’. Essa é a única coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido — ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la. (LEWIS, 2005, p. 24)

Paul Washer, pastor Batista, mencionou certa vez em uma de suas pregações que Deus nos promete duas coisas: Uma cruz para morrermos nela e a vida eterna. Como Paulo disse aos gálatas, a cruz é um convite:

Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gl 2.19b-20

Deus nos abençoe,

paz…

REFERÊNCIAS
BÍBLIA SAGRADA. 2. ed. rev. e aum. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009. (Bíblia de Estudo de Genebra)
PACKER, James I. O Antigo Evangelho. 2. ed. São José dos Campos: Fiel, 2013. 69 p.
LEWIS, Clive S. Cristianismo puro e simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005. 77 p. Disponível em: <http://charlezine.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Cristianismo-Puro-e-Simples-C.-S.-Lewis.pdf&gt;. Acesso em 23 out. 2013.
MACARTHUR, John. 1 Corintios. A solução de Deus para os problemas da igreja. São Paulo: Cultura Cristã, 96 p.
Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Feliz ano velho?

FELIZ ANO VELHO?

Madson

Ano novo, vida nova! Novos sonhos, novas expectativas, novos votos… Mas é isso mesmo?

Costumamos ser influenciados de forma definitiva pela “magia” da virada de ano. O que temos de fazer de compromisso, deixamos para esse período “mágico”. É uma data que atribuímos o poder de fazer certas coisas começarem a acontecer, enquanto outras caem no esquecimento.

Seja uma dieta, uma mudança de comportamento, uma nova prática… Fica para o ano que vem. Afinal, um novo ano traz a marca de que o que passou, passou… Importa é o novo ano que chega. A conta é zerada… Nova oportunidade.

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo2 Co 5.17

Não é o ano, mas Cristo. Sendo assim, mais que todos os compromissos firmados em nossas expectativas e forças, esse versículo sim, nos apresenta um excelente ensinamento. As coisas velhas passam quando nós somos tornados em “novo”. Não faz diferença o ano que vem ou ano que vai: com Cristo todo dia é dia, todo ano é ano novo.

Sendo assim, pautamo-nos em esperanças humanas que, certamente, nos frustrarão. Porém, quando depositamos nossa esperança em Cristo, Esperança essa oriunda do Espírito Santo de Deus, o novo ano não se finda. O que passou fica para trás, se torna velho e obsoleto, e cada dia é um novo dia de um novo ano.

feliz ano velho

Esse é o meu desejo para você: não importam quais sejam os seus planos para esse ano que se inicia, não importa o quanto o ano que passou foi difícil ou maravilhoso. Importa o quanto você depositará sua esperança em Cristo. Ainda, o quanto você buscará para que nEle, não só seu ano seja novo, mas que você também seja renovado.

Somente em Cristo o que é velho fica para trás e tudo que existe pode ser feito novo: Seja ano, seja voto, seja pessoa, qualquer coisa.

E ai, feliz ano novo?

Que Deus nos abençoe,

Paz…

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Crucificados com Cristo

Crucificados com Cristo

Suellen

Hoje, quando estava vindo para o trabalho, liguei o rádio do carro, estava passando uma música muito bonita, foi inevitável que algumas lágrimas corressem do meu rosto, pois comecei a pensar no quanto o amor de Deus é grande e o quanto Ele se importou com a minha vida e ainda se importa. Quando penso que Jesus se entregou por mim, tão miserável e pecadora, que perdoou meu pecados e me reconciliou com Deus, me escolhendo para tão imerecida salvação, só posso me prostrar e amá-lo mais, honrá-lo mais, porque seu amor e sua misericórdia são incomparáveis.

O apóstolo Paulo diz assim:

Estou crucificado com Cristo. Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gálatas 2.19b-20

Estar crucificado com Cristo quer dizer que no momento que Jesus se entregava pelos meus e seus pecados, também estávamos sendo crucificados com Ele. Assim, estamos hoje, mortos para nossas próprias vontades. Compreendamos que nossa vontade precisa ser a vontade de Deus. Nosso viver aqui deve agradar a Deus. Na palavra, encontramos todos os princípios que precisamos para viver, ela é o nosso norte. Assim, quando Ele nos chama, nos dá uma nova forma de viver, há uma mudança de mente e andamos na contramão do mundo.

O apóstolo Paulo diz que não é ele quem vive mas Cristo é quem vive nele. Logo, já não podemos viver como se fôssemos donos de nós mesmos, Ele vive em nós. Somos seus seguidores e a nossa vida deve ser para conhecê-lo e prosseguir em conhecê-lo. Após sua morte, Jesus nos libertou do pecado e deixou seu santo Espírito, nos reconciliou com Deus e depositou fé nos nossos corações para que pudéssemos andar aqui com a confiança de que nunca estamos sozinhos.

A entrega de Jesus demonstrou de forma inigualável seu amor por nós. Naquela cruz Ele carregou o peso do pecado de muitos, seu sofrimento nos libertou e trouxe esperança de uma pátria com Deus na eternidade. Não nos esqueçamos de que Ele fez tudo isso sabendo o quanto somos pecadores. Nada podemos fazer para merecer seu amor e salvação. Logo, tudo que temos de bom ou fazemos de bom é porque vivemos Nele, por Ele e para Ele.

eu-crucificado

Nossa vida termina num piscar de olhos, que possamos repensar a forma como temos vivido nossos dias. É necessária uma mudança de dentro para fora que só Cristo pode promover, estejamos atentos para quem tem estado voltado o nosso coração, se para nós e nossas vontades ou se para Cristo e sua vontade. Não é fácil negar nosso eu, nossos desejos e dizer não ao pecado, ainda mais num mundo que prega tanto o egocentrismo e outras vaidades. Somente o amor a Cristo pode fazer diferença no nosso viver a ponto de matarmos nosso “eu”. Que possamos pensar no amor de Jesus e que Ele possa ser tudo em nossas vidas. Somos livres, podemos dizer não ao pecado. Lembremos os exemplos de Jesus! Lembremos da cruz!

Maravilha é vivermos na esperança de um dia ver nosso Rei face a face e passar a eternidade ao seu lado. Será uma alegria eterna com Deus. Isso, porque Ele nos amou de tal maneira (João 3.16). Assim, fomos crucificados com Cristo, morremos com Ele na morte Dele e ressuscitamos com Ele em sua ressurreição. Glória a Deus por sua graça e pelo livre acesso que temos a Ele por meio de Cristo Jesus.

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , , , | 1 Comentário

 Suellen

Gostaria muito que as pessoas que lessem esse texto recebessem da parte de Deus uma palavra de perseverança na fé, ânimo e confiança nas promessas que Ele nos faz.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.  Hebreus 11.1

Nesse texto de Hebreus 11, encontramos que fé é convicção, confiança no que se espera, ainda que não possamos enxergar nada que nos indique que podemos, sim, permanecer confiantes, animados e perseverantes a respeito de algo. Portanto, a fé pode se resumir em duas palavras que nos ajudarão sempre que precisarmos exercitá-la: certeza e convicção.

Ao longo do capitulo, temos uma maravilhosa lista de heróis da fé, irmãos que nos encorajam por suas experiências com Deus, e que por meio dela alcançaram bom testemunho, foram verdadeiros mártires, pessoas das quais o mundo não era digno, sofreram, mas não desanimaram, não perderam a fé. Os heróis da fé sabiam que sua recompensa não estaria nesse tempo, que Deus havia preparado coisa superior para eles. Viveram aqui, mas contemplavam o galardão na glória.

Deus quer que tenhamos um relacionamento de fé, uma vida de convicção e certeza, fidelidade e perseverança. Ainda que a dor seja muito grande, que sejamos perseguidos e que problemas e lutas queiram nos impedir de servir a Deus, nós precisamos exercitar nossa fé. Existem coisas que parecem sem solução aos olhos humanos, mas Deus por meio da nossa fé pode realizar o impossível. Ainda que Ele não faça o que queremos, ou não dê o que queremos, Ele continua sendo Deus e sabe o momento certo das coisas acontecerem. O que Ele deseja é que apenas permaneçamos firmes, confiados no seu poder, misericórdia e graça. Ele já nos deu o melhor que poderíamos receber, a salvação. Assim, entendemos que pela graça nós temos a salvação e que ela anda junto coma fé. A nossa salvação é um maravilhoso presente – gratuito – e a fé é a ponte até esse valioso presente.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Efésios 2.8

Um coração cheio de fé agrada a Deus. Se quisermos ser como os heróis da fé precisamos viver aqui, mas sonhando com uma recompensa superior, com a vida eterna que Deus tem preparado. Isso deve nos fazer perseverantes na fé, animados e confiantes em suas promessas. Nossa recompensa não é uma glória passageira, mas eterna, que isso seja o sustento da nossa fé.

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.   Hebreus 11.6

Que possamos pela fé, como os antigos, alcançar bom testemunho e uma pátria com Deus na eternidade.

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , , , | 3 Comentários

Onde estão os lenços?

Onde estão os lenços?

 Madu

Há muito tempo ouvi uma pregação que dizia que estávamos vivendo um tempo em que as pessoas não se preocupavam mais em levar seus lenços às igrejas. Tempos em que o evangelho se chocava com as duras paredes de pedra dos corações humanos e não havia consciência de arrependimento e intervenção do Espírito Santo. Tempos em que a murmuração havia tomado o lugar da lamentação.

Dias atrás, um seminarista pregou em minha igreja sobre a necessidade de lamentação em nossos dias, ele expôs a seguinte passagem:

Depois toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do SENHOR, e acampou em Refidim; e não havia ali água para o povo beber. Então contendeu o povo com Moisés, e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor? Tendo, pois ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés, e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado? Êxodo 17.1-3

Ao observar o texto acima, notamos que o povo de Israel murmurou devido a falta de água. Veja que o povo menciona que “nos fizeste subir do Egito”, ou seja, o povo presenciou as maravilhas e milagres no processo de libertação do cativeiro do Egito. O povo viu o bordão se transformar em uma serpente (Êxodo 7.10), o rio se transformar em sangue, a praga das rãs, dos piolhos, das moscas, da peste nos animais, das úlceras, da chuva de saraiva, dos gafanhotos, das trevas, da morte dos primogênitos (Êxodo 7-12). O povo hebreu viu o mar se abrir e todo exército egípcio capitular nas águas (Êxodo 14. 15-31). O povo se esqueceu de tudo quanto Deus tinha feito até ali e preferiu murmurar.

Murmurar é reclamar. É choramingar com que está do seu lado. É criticar. É lançar seu problema a quem não pode resolvê-lo. É não querer ver o problema se resolver, como se quisesse apenas ver o “circo pegar fogo”. É camuflar seu mau humor, se revestir de “razão” e não produzir efeito positivo nenhum. É ignorar o poder de Deus.

Não temos lamentado. Como disse o pregador: “Onde estão os lenços?”. Nós comungamos, ceamos, adoramos com cânticos, lemos a palavra… Quanto temos nos lamentado, nos quebrantado diante disso? Quanta paixão temos demonstrado diante de tão grande sacrifício? Lamentar é colocar pra Deus. É se colocar diminuído, carente, necessitado diante de Deus. É colocar sua dificuldade para quem detém o poder de solucionar. É se quebrantar.

“Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmos 51.17

Enquanto a murmuração nos faz olhar para a terra e nos afastar de Deus, a lamentação nos faz olhar para o céu e trás Deus pra perto.

“Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito”. Salmos 34.18

Nossa geração precisa carregar lenços. Uma postura de arrependimento e lamentação precede o avivamento sempre necessário em nossas vidas. Precisamos levar nossos lenços para igreja. Precisamos ter lenços onde quer que estejamos. Precisamos ter sempre em mente que não pertencemos ao mundo, mas que temos a marca dEle.

Deus nos abençoe,

Paz…

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , , | 3 Comentários

Não se defenda

Não se defenda

Madu

Há em nossa natureza o instinto de defesa. Geralmente quando somos atacados por alguém, corremos rapidamente para cessar as acusações. Tozer disse certa vez que procuramos defender nossa reputação – que é aquilo que os outros pensam sobre você – contra qualquer ameaça que intente destruí-la. No entanto, vale lembrar que é pouco provável que se consiga chegar até a “fonte”, é como achar uma agulha no palheiro. Essa ação, muito comum entre os cristãos, é esforço desnecessário. “E caso insista em defender a si mesmo, Deus permitirá que você o faça”. Mas vamos observar o exemplo perfeito de Cristo e aprender com Ele.

As angústias pelas quais ele passou foram incomparáveis. Nenhum homem na face da terra sofreu como Ele sofreu. Afinal, “ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar (…)” Isaías 53.10. Não há como imaginar tolerável o sofrimento a Ele infligido: seu suor como gotas de sangue (Lucas 22.44); cusparadas em seu rosto, murros (Mateus 26.67); açoites (Mateus 27.26); teve seu rosto coberto, recebeu punhadas, foi escarnecido, sendo ordenado à profetizar, recebeu tapas (Marcos 14.65), vestiram-lhe com um falso manto de realeza e depois o despiram, colocaram nEle uma coroa de espinhos, bateram em sua cabeça com uma cana e ajoelharam-se prestando adoração (Marcos 15.19), o debilitaram tanto que não pode carregar sua cruz por todo o caminho (Mateus 27.32), lançaram sorte sobre suas vestes, deram-no vinagre para beber, o crucificaram (Mateus 27.32-48). Segundo Eusébio, os açoites praticados pelos romanos contra os cristãos eram excruciantes: “Houve época em que suas veias e artérias eram rasgadas por açoites até o ponto de deixar expostas as partes ocultas do corpo, suas entranhas e órgãos”. Consegue imaginar quão terrível?

Diante de todas as indagações feitas e aflições a Ele impostas, sua reação foi nenhuma.

“O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”. 1 Pedro 2.23

“E nem uma palavra lhe respondeu (…)” Mateus 27.14

Temos feito como Cristo ou tomado as dores e entrado na peleja por nossa conta, valorizando sobremaneira nossa reputação? Deus disse a Moisés na antiguidade e ainda hoje nos diz: “(…) serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários” Êxodo 23.22. Precisamos deixar as coisas por conta dEle, soltar o “cabo da nau” como diz aquele antigo cântico.

Quando nos depararmos com situações que injustamente proferem calúnias contra nós, lembre-se do que Deus disse:

“Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR, e a sua justiça que de mim procede, diz o SENHOR.” Isaías 54.17

Qualquer intenção de retribuir uma injusta agressão é vista como vingança. A vingança pertence a Ele, e Ele não a delega a ninguém, pois Sua justiça é perfeita.

“(…) porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor” Romanos 12.19

“Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor.” Hebreus 10.30

Nós só encontraremos descanso para nossas almas na presença dEle, que possui o julgo suave e o fardo leve (Mateus 11.29-30)

Não se defenda, bom descanso!

Deus nos abençoe,

paz…

REFERÊNCIAS
PIPER, John. Um homem chamado Jesus Cristo. Tradução de Maria Emília de Oliveira. São Paulo: Vida, 2005. 118 p. Título Original: Seeing and Savoring Jesus Christ.
TOZER, A. W. Cinco votos para obter poder espiritual. Tradução de Editora dos Clássicos. São Paulo: Editora dos clássicos, 2004. 64 p. Título Original: Five vows for spiritual power.
Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , , , | 3 Comentários

Quando a Igreja afasta as pessoas de Cristo

Quando a Igreja afasta as pessoas de Cristo

 Madu

E aconteceu que chegando ele perto de Jericó, estava um cego assentado junto do caminho, mendigando. E, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo. E disseram-lhe que Jesus Nazareno passava. Então clamou, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim. E os que iam passando repreendiam-no para que se calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Então Jesus, parando, mandou que lho trouxessem; e, chegando ele, perguntou-lhe, Dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja. E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou. E logo viu, e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus. Lucas 18:35-43

Essa história é maravilhosa, ela reflete a compaixão e disponibilidade de Cristo por nossas vidas, no entanto, não podemos deixar de fazer algumas observações acerca do texto.

A igreja, muitas vezes, afasta as pessoas de Cristo. Podemos observar e veremos que existem pessoas com especiais habilidades de afastar muitos que tentam achegar-se ao rei, e essas pessoas, em muitos casos, fazem parte da comitiva de Cristo, são aqueles que estão “diretamente ligados” a Ele – aqueles que exercem, de alguma forma, a responsabilidade de direção na igreja do Senhor. Há um grande perigo em se assumir esse comportamento. Pode ser que essas pessoas se achem aptas em discernir o que vai no coração, aptas em julgar a respeito das “reais” intenções do outro, mas essa função é somente do Espírito Santo, e Ele não delega essa responsabilidade a mais ninguém.

A igreja possui responsabilidades em aproximar as pessoas de Cristo, e o ato contrário traz consigo terríveis consequências. A igreja deve proclamar as verdades do evangelho, não se ocupar em gerenciar ou mensurar dons e profetas em seu meio. Ela deve se comportar como noiva, não com agenciadora de um show. Muitas vezes vemos a necessidade de se agradar ao homem primeiramente, deixando de lado o real sentido da igreja primitiva. O próprio sistema da igreja costuma segregar e excluir seus integrantes. Em contrapartida, é edificante a postura de alguns reais pastores, de agregar, de carregar junto o fardo, de confiar e de inspirar com a própria vida outros a se aproximarem da cruz, são verdadeiras pontes, pessoas que te ajudam a caminhar e transpor barreiras – não são as barreiras. São esses líderes que fazem a diferença na igreja do Senhor.

Ainda, é interessante mencionar que Bartimeu (filho de Timeu) chamou Jesus de “Filho de Davi”, mas Jesus era filho de José! O próprio cego já estava vendo o messias e não se importava sobre os perigos de, publicamente, atribuir a Cristo o seu título. Quantos na igreja ainda veem Jesus como filho de José? Às vezes, a própria comitiva não reconhece aquele a quem serve, não enxergam o que de fato Ele representa, ocupa-se mais em “selecionar” os que podem e os que não podem se achegar a Ele.

Quando imaginamos Bartimeu clamando pelo Filho de Davi devemos nos atentar para a parábola contada por Cristo no início do capítulo supracitado. Ele diz que se até aquele juiz iníquo – “que não temia a Deus e nem respeitava homem algum” – atendeu a viúva após ela pedir, o que não faria Deus pelos seus escolhidos, que o clamam de dia e de noite?

Apesar daqueles que repreendiam aquele homem, enquanto ele clamava… Jesus parou e ordenou que lhes trouxessem o cego. Jesus parou. Jesus ouviu o clamor de Bartimeu. A ação do Filho de Davi denota repreensão contra aqueles que desprezam os que de fora, tentam se achegar a Ele.

Não pare de clamar! Não desista! Clame pelo Filho de Davi, ele certamente irá lhe socorrer…

Deus nos abençoe,

Paz…

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , , | 2 Comentários