O Cristo crucificado

O Cristo crucificado

Madson 

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. 1 Co 1.18-25

O contexto em que Paulo prega aos corintios é interessante. A Igreja de Corinto era abençoada, não faltava nenhum dom (v.7). Paulo dava graça a Deus pelos corintios, tanto pela enriquecimento na palavra quanto no conhecimento (v.4-6), de tal forma que o testemunho de Cristo era evidente entre eles (v.6).

O problema da divisão. Uns de Paulo, outros de Cefas e outros de Apolo, e outros ainda de Cristo. Cristo reduzido, e o próprio Paulo menciona que fora enviado para pregar o evangelho (v. 10-13,17).

Paulo expõe aquilo que era o cerne do seu evangelho. Não prega com palavras de sabedoria, mas a cruz de Cristo, a demonstração do poder de Deus. (Gl 6.14)

Olhamos para a mensagem de Deus, escrita por Paulo, falando acerca de Cristo. Se fosse em nossos dias, que tipo de punição ele sofreria? Ouviríamos algum encarcerado, algum criminoso. Daríamos ouvidos a alguém assim?

A cruz ainda é loucura. Ninguém gosta de cruz. Nos tempos antigos a cruz era destinada aos piores criminosos. Ravenhill disse a respeito da cruz: “Não devemos pregar sobre a cruz, ninguém gosta disso. Se pregarmos aos jovens sobre a cruz, isso irá desencoraja-los”.

A cruz é uma afronta. O Cristo crucificado é um ser frágil. Ninguém é atraído, a não ser pela intervenção direta do Espírito Santo para Cristo. O Espírito Santo torna Cristo irresistível.

O evangelho novo, como diz J.I. Packer é um evangelho centrado no homem, em suas necessidades. Segundo ele este

não leva os homens a terem pensamentos centrados em Deus, temendo-o em seus corações, mesmo porque, primariamente, não é isso que o novo evangelho procura fazer. Uma das maneiras de declararmos a diferença entre o novo e o antigo evangelho é afirmar que o novo preocupa-se por demais em “ajudar” o homem – criando nele paz, consolo, felicidade e satistação – e pouco demais em glorificar a Deus. O antigo evangelho também prestava ‘ajuda’ – mais do que o novo, na realidade. Mas fazia-o apenas incidentalmente – visto que sua preocupação primária sempre foi a de glorificar a Deus […] Enquanto que o alvo principal do antigo era ensinar os homens a adorarem a Deus, a preocupação do novo parece limitar-se a fazer os homens sentirem-se melhor (PACKER, p. 5-7).

Um evangelho de cruz, do Cristo crucificado expõe dor, apresenta sofrimento, vergonha e humilhação. “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo?” Quem responderia à um convite ao sofrimento?

Portanto, Paulo inicia com certamente, com a afirmação de que a palavra da cruz é poder de Deus para salvação (v.18; Rm 1.16). Aos que se perdem, incapazes de entender o poder de Deus para salvação.

Onde está o sábio?[…](v.20) O apóstolo faz referências à várias categorias, expressando principalmente que o entendimento da graça de salvação, do Cristo crucificado, não se enquadra em nenhum sistema humano. Loucura da pregação (v. 21) Os “sábios” do mundo, assim como tantas outras categorias, reputam o sacrifício de Cristo, a mensagem da cruz, a encarnação e a crucificação de Cristo como loucura. É essa “loucura” que nos salva.

Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos […](v. 22-23). Os judeus pediam sinais, mas rejeitavam a principal obra de Deus: a salvação por intermédio de Cristo. (nota Rm 9.31-33 – fazendo referencia à Isaías, 8.14, 28.16). Já os filósofos procuravam novidades para debate, no entanto, o Evangelho não se enquadra em nenhum sistema racional. Para ambos a palavra da cruz responde: com poder para os escandalizados e sabedoria para os que a definem como loucura.

Cruz-shutterstock_70215502

Esse é o Evangelho de Deus: Cristo crucificado. Não há barganhas ou tratamento inadequado diante de Jesus.

Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: ‘Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus’. Essa é a única coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido — ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la. (LEWIS, 2005, p. 24)

Paul Washer, pastor Batista, mencionou certa vez em uma de suas pregações que Deus nos promete duas coisas: Uma cruz para morrermos nela e a vida eterna. Como Paulo disse aos gálatas, a cruz é um convite:

Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gl 2.19b-20

Deus nos abençoe,

paz…

REFERÊNCIAS
BÍBLIA SAGRADA. 2. ed. rev. e aum. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009. (Bíblia de Estudo de Genebra)
PACKER, James I. O Antigo Evangelho. 2. ed. São José dos Campos: Fiel, 2013. 69 p.
LEWIS, Clive S. Cristianismo puro e simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005. 77 p. Disponível em: <http://charlezine.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Cristianismo-Puro-e-Simples-C.-S.-Lewis.pdf&gt;. Acesso em 23 out. 2013.
MACARTHUR, John. 1 Corintios. A solução de Deus para os problemas da igreja. São Paulo: Cultura Cristã, 96 p.
Anúncios

Sobre Madu e Suellen

Madson e Suellen: Presbiterianos, Casados e Teólogos pela Faculdade Unida de Vitória - Ele: Mestre em Historia - UFES; Ela: Licenciada em Letras - UFES. Residem em Vila Velha - ES.
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe seu comentário...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s